terça-feira, 21 de setembro de 2010

Marina, Plínio e Serra participam de debate sobre região Nordeste



Candidatos responderam a questões sobre problemas da região.
Dilma Rousseff alegou incompatibilidade de agenda e não participou.


Os candidatos à Presidência da República José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) participaram na noite desta segunda-feira (20), no Recife, de debate promovido por TVs afiliadas ao SBT no Nordeste do país.

O debate teve caráter regional, centrando-se em temas relativos ao Nordeste do país. Segundo pesquisa Ibope divulgada no dia 17, trata-se da região do Brasil em que Dilma leva maior vantagem na corrida eleitoral: 66%, contra 16% de Serra e 7% de Marina.

O programa teve quatro blocos. Nas três primeiras partes, candidatos fizeram perguntas entre si e comentaram respostas dos adversários em réplicas e tréplicas. Serra, Marina e Plínio também foram questionados por jornalistas, que, por exigência dos candidatos, não tiveram direito a réplica. No quarto bloco, internautas também fizeram perguntas.

Temas e embates
O debate, de duas horas e meia de duração, abordou os seguintes temas: transposição do rio São Francisco, usinas nucleares no Nordeste, principais problemas da região na visão dos candidatos, modelos de desenvolvimento, propostas para municípios, turismo, Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), política econômica, Bolsa Família, coronelismo e reforma política, declarações de Lula sobre imprensa, saúde, educação, obras paradas, drogas, saneamento e metrô de Salvador.

O primeiro embate, que opôs Plínio e Marina, veio logo no primeiro bloco, em relação à transposição do rio São Francisco. O candidato do PSOL acusou Marina de ter "abandonado" o bispo de Barra (BA), dom Luiz Cappio, que promoveu greve de fome contra a obra. A candidata do PV disse que Plínio estava "completamente desinformado" e defendeu sua atuação à frente do Ministério do Meio Ambiente durante o licenciamento ambiental do empreendimento.

"Tive atitude de profundo respeito pelo d. Cappio.Trabalhamos muito para que a licença [ambiental] fosse dada com qualidade técnica e respeito ético", disse Marina. "Você deixou dom Cappio na mão na hora e depois não pediu demissão [do ministério]", afirmou Plínio.

Ao questionar Plínio sobre qual deve ser o foco para o Nordeste, Serra foi criticado pelo candidato do PSOL, que apontou a "oligarquia que sufoca a região". "Você e Dilma têm aliados desse grupo", disse Plínio. Serra afirmou que "a coisa não é bem por esse caminho" e disse ver a educação como uma das questões fundamentais para a região. "Devemos investir na educação profissional", disse o tucano.

O programa Bolsa-Família foi tema de fricção entre Marina e Serra. A candidata do PV afirmou que PSDB e DEM fizeram "severas críticas" ao programa por "oito anos" e questionou o tucano se a defesa atual do benefício é "mudança de posição ou apenas eleitoral".

Serra disse que Marina "errava" e defendeu programas criados no governo Fernando Henrique Cardoso como precursores do Bolsa Família. "É mentira que alguém tenha se posto contra o Bolsa Família em meu partido. Ao contrário, no seu então partido, o PT, diziam que era 'bolsa esmola'", rebateu Serra, que prometeu criar uma espécie de "décimo terceiro" para o benefício.

Considerações finais
Em sua última intervenção no debate, Marina disse conhecer a realidade do Nordeste por meio de depoimentos de familiares oriundos da região. Prometeu manter o Bolsa Família porque "só é contra quem nunca passou fome". "Além do Bolsa Família, quero um programa social que dê igualdade de oportunidades."

Plínio disse conhecer a importância do Nordeste para o Brasil por meio de estudiosos como Celso Furtado e Josué de Castro. Afirmou que a "coerência minha é a coerência do PSOL" e defendeu votos em nomes da sigla, como Heloísa Helena, que concorre ao Senado por Alagoas. "Deem uma mão para ela, que está sendo bombardeada pelos Renan e Collor da vida."

Serra usou as considerações finais para repetir três propostas feitas durante o debate: elevação do salário mínimo para R$ 600 em 2011, reajuste de 10% para aposentados e pagamento de uma 13ª parcela ao final do ano para beneficiários do Bolsa Família. "São propostas que têm muito a ver com a população mais carente do nosso país, inclusive do Nordeste."

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