
Silenciosos, invisíveis, porém muito mais comuns do que se imagina. Assim são as pessoas que utilizam a internet para disseminar a pedofilia para satisfazer seus fetiches, ou para aliciar suas vítimas menores de idade, por meio de salas de bate-papo virtual.
De acordo com a Safernet, central de denúncias contra crimes praticados pela internet, no período entre agosto a setembro deste ano, foram registrados 9.872 denúncias de páginas relativas a pornografia infantil, sendo mais 1.140 delas, alojadas no site orkut.
De acordo com o presidente da Safernet Tiago Tavares Oliveira, apenas no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal, possuem unidades policiais especializadas em crimes virtuais, nos outros estados, onde não possuem delegacia, a Polícia Federal e o Ministério Público se encarregam com as investigações e a punição dos acusados, enquanto a Safernet utiliza ferramentas para a identificação de páginas com conteúdos impróprios.
“Nós fazemos a verificação do conteúdo publicado na internet e enviamos o relatório para o Ministério Público e a Polícia Federal, que acionam os provedores de acesso à quebra o sigilo e fornecem os dados dos responsáveis. Nós utilizamos muitas ferramentas que fazem o rastreamento das evidências e as origens dessas páginas”, explicou. Ainda segundo Tiago, por ser uma nova modalidade de crime, existe a falta de grupos especializados para tratar dos casos, e isso dificulta a investigação.
“Não há convênios formais com órgãos. Mesmo com todos esses empecilhos, as prisões aumentaram em 2009. Depois que foi aprovada a lei número 11829, que faz parte do Estatuto da Criança e do Adolescente, sancionada em 25 de novembro de 2008, todo o armazenamento de conteúdos de pedofilia é constituído crime, antes da aprovação dessa lei, não existia o flagrante”, afirmou Tavares.
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